Nascer da Lua visto da estação espacial internacional

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O nascer e pôr da Lua e do Sol são espetáculos contemplados por todos, certamente. Agora, se já é magnífico poder ver o ciclo dos astros passando pelos horizontes, imagine ter a Terra como horizonte e observar esses espetáculos de uma posição privilegiada.

Nascer da Lua visto da estação espacial internacional
Nascer da Lua visto da estação espacial internacional (Foto: Nasa)

De seu ponto de vista na baixa órbita terrestre, a bordo da estação espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), o astronauta Randy Bresnik, da Nasa, a agência espacial americana, apontou sua câmera para o satélite natural da Terra, e captou o nascer da Lua crescente em pleno espaço (clique na imagem acima para ver em alta qualidade).

A imagem foi registrada no último dia 3 de agosto de 2017.


Esperando o momento do eclipse solar do próximo dia 21 de agosto, Bresnik declarou no Twitter: “A próxima Lua cheia marca o #Eclipse2017. Nós estaremos assistindo da @Space_Station”.

Começa ‘temporada’ de observação da Estação Espacial Internacional no Maranhão

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Começou nesta segunda-feira (21) uma nova ‘temporada’ de observação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no Maranhão. Durante esta semana, o equipamento vai passar pelos céus do Estado sempre no início da noite, e poderá ser observado a olho nu – assista ao vídeo abaixo.

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A observação é possível porque, nesse horário, a ISS reflete a luz solar. Para quem observa, a sensação é de ver uma ‘estrela’ se movimentando no céu, com seu brilho cada vez mais forte. Cada ‘espetáculo’ da ISS pode durar até 10 minutos.

Na terça-feira (22), ela vai aparecer a oeste – onde o Sol se põe – às 19h33. Na quarta-feira (23), ela inicia a trajetória mais cedo, a partir das 18h40, a sudoeste. Já na sexta-feira (25), ela volta a dar ‘show’ no céu noturno, a partir das 18h35, a noroeste. No próximo dia 28, ela passa a aparecer ainda pela madrugada, às 4h26, iniciando sua trajetória a norte.

A estação viaja a cerca de 27,7 mil km/h, ou 7,66 km/s, e realiza uma volta completa em torno da Terra a cada 90 minutos, a 350 km de altitude.

Iridium Flare: como observar?

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A foto que você vê acima é a de um Iridium Flare registrado em São Luís (MA) na noite do dia 25 de novembro de 2015. Mas o que são Iridium Flares?

Iridium é uma empresa de telefonia americana que lançou no fim da Década de 1990 cerca de 90 satélites com painéis que refletem a luz solar para criar um ‘pulso luminoso’, que pode se observado em vários pontos do planeta geralmente após o pôr do sol ou próximo ao amanhecer.

WOtP / Wikipédia / Creative Commons
Arte: WOtP / Wikipédia / Creative Commons

A duração do fenômeno, que pode ser observado a olho nu, pode variar entre cinco a 20 segundos e magnitude que vai de 6 (limite da luz visível a olho nu) a -8 (equivalente a 20 vezes o brilho máximo de Vênus e maior que o brilho da Estação Espacial Internacional, ISS na sigla em inglês) – entenda. Ao refletir a luz do Sol, ele parece incendiar-se no céu, como um meteorito (‘estrela cadente’). Daí o nome Iridium ‘Flare’.

Jessie Araya
Foto: Jessie Araya

Para observá-los, basta saber os horários em que eles vão acontecer. E para isso, dois aplicativos são fundamentais para calcular a localização, horários e magnitude dos Iridium Flares: Heavens-Above (para aparelhos com o sistema operacional Android) e Sputnik! (para iOS) – sendo esse segundo o meu favorito (por meio da opção ‘Show Device Orientation’, ele indica). É só usar a localização do seu aparelho para listar as próximas ocorrências dos ‘flares’.

Como fotografar?

Para fotografar os Iridium Flares, basta usar a função manual (indicada pelo símbolo ‘M’) da sua máquina fotográfica. Mesmo as semiprofissionais possuem a função que permite manter o obturador aberto por cerca de 10 segundos, fazendo o rastro da passagem do satélite.

Maurício Araya

Em algumas câmeras, o tempo de abertura do obturador pode ser maior – a minha possui tempo máximo de 30 segundos.

Maurício Araya

Basta equilibrar a velocidade do obturador e a abertura para obter um registro sensacional do Iridium Flare.

Maurício Araya
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