Projeto estimula preservação ambiental entre crianças no Maranhão

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Tornar atitudes diárias como separar o lixo para a reciclagem em hábito é um trabalho que se inicia na infância. Por isso, se faz necessária a promoção da educação para a sustentabilidade, contribuindo com a formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente. Para promover a preservação ambiental, o Serviço Social do Comércio (Sesc) desenvolveu o projeto Criando Arte na cidade de Raposa, Região Metropolitana de São Luís, beneficiando 40 crianças com idade entre oito e 12 anos. Realizado desde maio de 2017, o projeto encerrou-se neste mês de julho, com a confecção de um jardim suspenso.

Para promover a preservação ambiental, Sesc-MA desenvolveu projeto beneficiando 40 crianças na cidade de Raposa
Para promover a preservação ambiental, Sesc-MA desenvolveu projeto beneficiando 40 crianças na cidade de Raposa (Foto: Joaquim Neto/Sesc-MA)

Com uma didática que congregou diversão e aprendizado, o objetivo do Sesc era trabalhar o conceito de sustentabilidade e preservação ambiental por meio da realização de oficinas práticas de hortas comunitárias, jardins suspensos e brinquedos confeccionados a partir da utilização de materiais reciclados, assim como estreitar os laços familiares a partir de encontros temáticos relacionados à autoestima, infância e espiritualidade.

As oficinas de hortas comunitárias e jardins suspensos promovida pelo Sesc em parceria com a Escola Renascer permitiu às 40 crianças participantes a aquisição de conhecimentos básicos de plantio e manejo que serão aplicados no espaço do próprio colégio. Dessa forma, além de estimular o cuidado com o meio ambiente, o Criando Arte também estimulou hábitos alimentares saudáveis, fortaleceu o convívio comunitário e exercitou a cooperação e o trabalho em equipe, bem como incentivou o cultivo da horta nas residências dos pequenos.

Trabalhando a consciência das crianças do município de Raposa por meio de atividades lúdicas alicerçadas no conceito e importância da preservação ambiental, a reciclagem permeou todo o processo de aprendizado e as novas práticas já estão refletindo na comunidade, como ressalta a assistente social do Sesc, Soraya Aguiar.

Foi gratificante ver o interesse das crianças em produzir brinquedos com produtos que iriam para o lixo e tão empenhados em cultivar os primeiros brotinhos de planta. Os pais revelaram que em casa estão buscando caixas e garrafas para transformar, minimizando a produção do lixo e contribuindo para a conscientização da comunidade sobre os benefícios da reciclagem e a importância do cuidado com o meio ambiente

Para o encerramento do projeto as crianças confeccionaram um jardim suspenso na Quadra Poliesportiva do Sesc Comunidade que será transferido para a Escola Renascer onde as crianças darão continuidade aos cuidados necessários às plantas cultivadas. Na oportunidade também foi realizada uma exposição de parte dos brinquedos que foram produzidos com caixas de leite, vidro de amaciante, prendedor de roupa, copos descartáveis, caixas de sapato, palitos de picolé, dentre outros materiais recicláveis.

Desde a inauguração da quadra poliesportiva, em 2013, a instituição também tem oportunizado aos moradores da Raposa experiências gratificantes por meio de apresentações artístico-culturais, ofertado orientações educativas e preventivas na área de saúde e permitido às crianças e adolescentes da região a prática gratuita das modalidades futsal, vôlei, handebol e educação psicomotora (esporte coletivo).

Lixo matou mais de mil tartarugas no litoral de São Paulo

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Entre 2016 e 2017, mais de mil tartarugas foram encontradas mortas por ingestão de lixo no litoral norte de São Paulo. Do total de casos registrados no litoral de São Paulo, 300 foram somente no primeiro semestre de 2017. Os dados do Instituto Argonauta, uma organização não governamental voltada a pesquisas e conservação marinha, sediada em Ubatuba.

Lixo já matou mais de mil tartarugas no litoral norte de São Paulo, entre 2016 e 2017
Lixo já matou mais de mil tartarugas no litoral norte de São Paulo, entre 2016 e 2017

O caso mais recente é de uma tartaruga capturada morta em uma praia de Caraguatatuba, por ter ingerido uma grande quantidade de pedaços de bexiga (balão de festa). O material é confundido pelos animais, como explica o biólogo João Alberto Paschoa do Santos, integrante do Conselho Regional de Biologia da 1ª Região (CRBio-01).

Provavelmente, essa tartaruga se alimentou da bexiga por confundi-la com a água-viva, que é seu alimento natural. O plástico, infelizmente, é também outro tipo de material muito comum nos oceanos e que deixa as tartarugas igualmente confusas, e por isso é uma das principais causas de morte entre elas

Por ano, estima-se que até oito milhões de toneladas de plástico são despejados no mar em todo o mundo.

Oito milhões de toneladas de plástico são despejados no mar por ano, em todo o mundo
Oito milhões de toneladas de plástico são despejados no mar por ano, em todo o mundo

Se levarmos em conta que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, o homem está causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não pararmos já com isso, vamos liquidar de vez com a vida marinha

Recipientes de vidro podem ter decomposição de mais de mil anos
Recipientes de vidro podem ter decomposição de mais de mil anos

Além do plástico, outros tipos de lixo também oferecem riscos à vida nos oceanos.

Confira os principais vilões do mar e o tempo de decomposição de cada um deles:

Papel: de três a seis meses;
Tecido: de seis meses a um ano;
Filtro de cigarro: mais de cinco anos;
Madeira pintada: mais de 13 anos;
Nylon (linha de pesca, por exemplo): mais de 20 anos;
Alumínio (lata de refrigerante, por exemplo): mais de 200 anos;
Plástico (garrafas pet, por exemplo): mais de 400 anos;
Vidro (vasilhames, por exemplo): mais de mil anos;
Borracha (pneus, por exemplo): tempo indeterminado.

Lagoa da Jansen agoniza em meio a diversos pontos de descarte irregular de lixo

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Criado por meio de decreto em 1988 e inaugurado em 2001, o parque ecológico da Lagoa da Jansen, em São Luís (MA), possui quase 197 hectares de área total, em uma região bastante urbanizada entre os bairros do São Francisco, Ponta d’Areia, Ponta do Farol e Renascença.

Já influenciado pela destruição da flora pré-amazônica para urbanização com pavimentação de calçadão e ciclovias – além do despejo, por anos, de esgoto a céu aberto –, o parque ecológico sofre, agora, com um novo agente ameaçador: o lixo.

É grande o número de pontos de descarte irregular de lixo dentro do parque ecológico da Lagoa da Jansen, listado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) do Maranhão como uma das unidades de conservação do Estado. O Blog do Maurício Araya percorreu alguns dos pontos e mostra, com exclusividade, imagens da degradação.

São garrafas de bebidas, embalagens para marmita de isopor – material considerado tóxico ao meio ambiente –, restos de entulho de obras e outros diversos resíduos não-biodegradáveis que representam grave ameaça não só à flora, mas também para diversos animais que resistem à ação do homem, como peixes, jacarés, iguanas e aves de pequeno e médio porte.

Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen (Foto: Maurício Araya)
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen (Foto: Maurício Araya)
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen (Foto: Maurício Araya)
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen (Foto: Maurício Araya)
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen
Lixo toma conta de região que deveria ser conservada no parque ecológico da Lagoa da Jansen (Foto: Maurício Araya)

Pelo menos em cinco pontos, o lixo em grande quantidade pode ser observado, em especial nos pontos próximos a bares e restaurantes.

Na tarde desta quarta-feira (15), o Blog do Maurício Araya flagrou o descarte irregular de entulho, feito por um carroceiro.

Carroceiro despeja entulho em área de flora pré-amazônica
Carroceiro despeja entulho em área de flora pré-amazônica (Foto: Maurício Araya)

Comitê tem missão de desenvolver ações de gestão do parque

Em 2008, também por meio de decreto, foi criado o comitê gestor da Avenida Litorânea e do Parque Ecológico Estadual da Lagoa da Jansen, com finalidade de ‘desenvolver ações integradas e compartilhadas na gestão’ dos dois equipamentos públicos, nas mais diversas áreas. Entre as secretarias que forma o comitê, estão a de Esporte, da Cultura, do Meio Ambiente (Sema), do Turismo, da Segurança Pública e da Infraestrutura (Sinfra).

Entre as funções do comitê, segundo o Decreto Estadual nº 24.771/2008, estão: ‘desenvolver programas e projetos nas áreas de cultura, esporte, lazer e de meio ambiente de forma integrada; monitorar o uso das áreas da Avenida Litorânea e do Parque Ecológico Estadual da Lagoa da Jansen; (…) planejar e coordenar ações de educação ambiental para permissionários, empreendedores e comunidade em geral; manter parcerias com os prestadores de serviços púbicos nas áreas de iluminação pública, telefonia, trânsito, água e esgoto; e fiscalizar os espaços com permissão de uso no intuito de não haver descaracterização dos mesmos’.

Já o Decreto nº 24.770/2008 define as competências de cada um dos órgãos. Entre as competências da Sema, estão: ‘administrar e conservar os espaços da Avenida Litorânea e do Parque Ecológico Estadual da Lagoa da Jansen de acordo com a legislação ambiental em vigor; (…) e desenvolver programas e projetos de manejo e educação ambiental’.

Local que servia de base comunitária da PM-MA foi abandonado
Local que servia de base comunitária da PM-MA foi abandonado (Foto: Maurício Araya)

Ao que parece, nem uma das competências definidas à Secretaria de Esporte, de ‘manter a limpeza dos banheiros públicos da Avenida Litorânea e do Parque Ecológico Estadual da Lagoa da Jansen’, é cumprida. No local que servia de base comunitária da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), há dois banheiros, mas as condições em que eles se encontram não são nada convidativas para quem precisar usá-los.

Alguém teria coragem de usar banheiros em péssimo estado de conservação?
Alguém teria coragem de usar banheiros em péssimo estado de conservação? (Foto: Maurício Araya)

No âmbito federal, a multa para quem descarta resíduos irregularmente e prejudica unidades de conservação federais varia entre R$ 10 mil e R$ 50 milhões, dependendo dos agravantes, de acordo com o que informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – órgão de administra unidades de conservação como os parques nacionais dos Lençóis Maranhenses e Chapadas das Mesas.

Em meio a tanto lixo encontrado no parque ecológico da Lagoa da Jansen, uma ação da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) de São Luís parece dar um alívio aos frequentadores do parque: está sendo feita a capinagem da área.

Concha Acústica da Lagoa da Jansen próximo da conclusão

Em dezembro de 2016, o Blog do Maurício Araya mostrou que a obra de reforma da concha acústica da Lagoa da Jansen, iniciada no mês de julho com prazo para ser concluída em até 120 dias, parecia bem longe de acabar. Alegando imprevistos, o governo esticou a obra, que também teve orçamento esticado de R$ 482.973,58 para R$ 650 mil, segundo informou a Sinfra.

Em janeiro, o governo prometeu a conclusão para fevereiro. Até a metade de março, a obra não foi concluída, mas está próxima ao fim.

O local recebe novo forro, piso, pintura, urbanização e elétrica.