Empresas mais reclamadas no Maranhão: oito de 10 se mantêm no ranking

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Na ‘semana do consumidor’, o Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MA) divulgou o ranking das 10 empresas mais reclamadas no Maranhão, relativo a 2016. Apesar de um número menor de reclamações comparado ao ano anterior, oito delas se mantiveram no ‘top 10’ do Procon-MA. Duas – Oi Fixo e a Oi Móvel – encabeçam a lista pelo terceiro ano consecutivo.

Segundo o Procon-MA, do total de 56,6 mil reclamações formalizadas no período – contra operadoras de telefonia móvel, fixa e de TV por assinatura; além de empresas de crédito, tecnologia e prestadoras de serviços –, 98% tiveram solução após mediação do instituto.

A divulgação dos números de empresas mais reclamadas no Maranhão ocorreu durante a terceira edição da Semana Estadual de Prevenção e Combate ao Superendividamento.

Aparecem na lista as seguintes empresas: Oi Fixo (com 223 reclamações), Oi Móvel (194), Companhia Energética do Maranhão (Cemar, 158), SKY (84), Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema, 83), Caixa Econômica Federal (60), Bradescard (50), Samsung (48), Claro Móvel (47) e Claro Fixo e TV (41).

Divulgação ocorreu na Semana Estadual de Prevenção e Combate ao Superendividamento
Divulgação ocorreu na Semana Estadual de Prevenção e Combate ao Superendividamento (Foto: Procon-MA/Divulgação)

Em 2015, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), o ranking era formado pelas seguintes empresas: Oi Fixo (392 reclamações), Oi Móvel (297), Caema (135), CCE (107), Cemar (93), SKY (81), Bradescard (57), Caixa Econômica Federal (51), Claro Móvel (41) e TIM (40) – veja o comparativo entre 2016 e 2015 abaixo.

No ano passado, Samsung e Claro Fixo e TV passaram a integrar a lista, enquanto CCE e TIM saíram do ranking.

Empresas mais reclamadas no Maranhão são termômetro para trabalho do Procon-MA

Vamos continuar realizando ações preventivas, de orientação e fiscalização, para assegurar o pleno respeito aos direitos dos consumidores
Duarte Júnior, presidente do Procon-MA

Por meio de um programa de intensas fiscalizações, sanções e cobranças junto aos fornecedores, o Procon-MA reduziu em 61% o número de reclamações fundamentadas e não atendidas pelos consumidores (1,06 mil reclamações). Desde 2015, o número vem caindo cada vez mais, fazendo com que o percentual de solução de conflitos subisse de 93%, em 2015, para 98%, em 2016.

O presidente do instituto, Duarte Júnior, ressalta que o trabalho do Procon-MA tem garantido ‘os melhores indicadores de solução de conflitos, harmonizando as relações de consumo por meio da absoluta defesa do direito do consumidor’, o que tem levado a alguns fornecedores a melhorar seus serviços, mas reconhece que é necessário avançar em outros setores, como o de telecomunicações e serviços bancários e de crédito.

Para o órgão, além de servir como um termômetro do trabalho, o ranking das mais reclamadas e o índice de solução de conflitos servem para fazer que o consumidor compreenda e compare quais as empresas buscam melhorar seus serviços e quais permanecem com falhas.

Cesta básica varia 173% no MA

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Uma pesquisa do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MA) feita em sete estabelecimentos comerciais entre os dias 28 e 31 de março em São Luís (MA) revelou variação de 173% no preço da cesta básica na capital maranhense. A lista completa consta com 109 itens, entre materiais de higiene e limpeza, cereais, laticínios e hortifrutigranjeiros.

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A campeã de variação é a dúzia de ovos brancos grandes: o preço varia entre R$ 4,75 e R$ 12,99, dependendo do estabelecimento. Em segundo e terceiro lugar ficaram, estão o pacote de papel higiênico neutro (118,78%) e o café em pó de 500g (118,36%). Até produtos da mesma marca sofrem variação de preços: um papel higiênico, por exemplo, pode custar R$ 1,99 em um estabelecimento e até R$ 5,29 em outro.

Clique para ver o raio-X completo de preços do Procon-MA (Gráfico: Divulgação/Procon-MA)
Clique para ver o raio-X completo de preços do Procon-MA (Gráfico: Divulgação/Procon-MA)

Entre os hortifrutigranjeiros, o campeão de variação foi o quilo chuchu, custando entre R$ 1,99 e R$ 3,99 (100%). Já entre as carnes, o maior índice foi o do quilo do frango (75,15%).

Em março, a inflação no Brasil chegou a 0,43% e por isso as famílias precisam redobrar a atenção para não se endividar. As compras de mercearia do mês são as que mais correm o risco de comprometer o orçamento se não forem bem planejadas
Duarte Júnior,presidente do Procon-MA